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 Robô remove tumor cerebral em cirurgia inédita
20 de maio de 2008 16h08 atualizado às 16h16

Um robô foi utilizado numa cirurgia de remoção de tumor cerebral, pela primeira vez no mundo, no Canadá. A operação foi realizada em uma mulher de 21 anos, Paige Nickason, com o NeuroArm, um aparelho de dois braços comandado por computador, segundo o jornal Daily Mail.

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Na semana passada, dois dias após a delicada cirurgia, Paige recebeu alta do hospital. Ela tinha neurofibromatose, uma desordem que causa a formação de tumores benignos em nervos.

Um tumor já havia sido removido de seu cérebro por cirurgia convencional, mas um segundo tumor passou a afetar seu olfato, e ela decidiu apostar no procedimento com o robô cirúrgico. "Eu tinha que remover o tumor de qualquer maneira, então fiquei feliz de participar de uma cirurgia histórica", afirmou.

O NeuroArm tem mais precisão que as mãos humanas e trabalha em conjunto a um aparelho de ressonância magnética. "É um marco na performance e ensino da neurocirurgia", disse o Dr Garnette Sutherland, que liderou a equipe de Calgary no desenvolvimento do robô.

Sobre a doença

A neurofibromatose é uma doença que ocorre na proporção de 1 para cada 2,5 mil nascimentos. Sua manifestação e severidade variam em cada paciente e metade de todos os casos são de novas mutações, isto é, sem antecedentes familiares.

A doença tem dois tipos, NF1 e NF2. Os neurofibromas ocorrem na região de cabeça e pescoço como lesões, isoladas ou múltiplas, desenvolvem-se muitas vezes sem sintomas, e podem causar alterações estéticas ou até pressionar nervos. Esses nódulos cutâneos são moles quando apalpados, e têm coloração entre rósea e roxa.

A desordem pode aparecer ao nascimento, mas freqüentemente manifesta-se tardiamente, especificamente durante a puberdade, na gravidez ou na menopausa e tem progressão crônica ao longo dos anos.

Redação Terra