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 Vaticano compara clonagem humana com nazismo
13 de fevereiro de 2004 15h05 atualizado às 15h46

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Autoridades da Igreja Católica condenaram hoje a recente clonagem de embriões humanos, comparando-a com as esperiências médicas nazistas. O assessor do papa João Paulo II para a área, monsenhor Elio Sgrecia, disse que a experiência repete as ações dos campos de concentração durante a II Guerra Mundial.

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"Não podemos matar pessoas na esperança de encontrar tratamentos para salvar outras vidas", afirmou Sgrecia, vice-presidente da Academia Pontifical para a Vida, uma entidade do Vaticano. "Isso seria uma repetição do que os nazistas fizeram nos campos de concentração", declarou.

De acordo com ele, os cientistas estão dizendo: "Primeiro, vamos clonar você. Depois vamos matá-lo". "Isso não é uma vitória, mas é pisar na vida dos seres humanos duas vezes", disse.

Nesta semana, cientistas sul-coreanos anunciaram ter clonado vários embriões humanos e ter extraído de um deles células-tronco. Os pesquisadores foram os primeiros a dar provas da clonagem de embriões humanos. A experiência, segundo disseram, não tem por objetivo dar à luz um bebê, mas desenvolver a clonagem para fins terapêuticos.

A Igreja Católica condena qualquer forma de pesquisa com embriões na qual esteja envolvida a destruição deles. As células-tronco, que podem ser tiradas dos embriões, são capazes de originar qualquer tipo de célula. Com elas, os cientistas acreditam poder curar doenças como o mal de Alzheimer, o mal de Parkinson, a diabetes e o câncer.

Esse tipo de célula está presente no corpo adulto dos seres humanos, mas ali elas são difíceis de serem encontradas e não podem ser trabalhadas de forma adequada.

Reuters
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