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 Chineses decodificam evolução do vírus da Sars
31 de janeiro de 2004 17h24

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Um grupo de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano anunciou hoje a decodificação do padrão evolutivo do coronavírus, causador da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), informou a agência oficial Xinhua.

"Ao comparar o código genético dos coronavírus humanos e aqueles amparados por uma civeta, deciframos o padrão de evolução do vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa", afirmou Zhao Guoping, especialista em pesquisa genética e porta-voz do grupo.

De acordo com o estudo, análises moleculares do vírus procedentes de 24 pacientes de Cantão e Hong Kong demonstram que a primeira fase da epidemia se caracteriza por uma baixa capacidade de infecção, mas por rápidas mudanças de aminoácidos.

Na fase intermediária, o vírus dispõe de uma capacidade extraordinária de contágio - que converte a seus portadores em "super propagadores" do vírus, mas a uma velocidade de mudança aminoácida muito menor que no início.

Finalmente, o genoma do vírus da Sars mostra uma estrutura relativamente estável na última fase, por isso sua capacidade de contágio é muito mais reduzida.

Mutação
Além disso, segundo o estudo, a capacidade de mutação genética do vírus da Sars é três vezes menor que a do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), causadora da Aids.

Estas conclusões, fruto de oito meses de impetuosos esforços por parte de centenas de pesquisadores chineses, foram recolhidas em seu último número pela publicação norte-americana Revista da Ciência.

A julgamento de Zhao, "este estudo servirá para traçar estratégias de prevenção no futuro e será de grande utilidade para o desenvolvimento de vacinas contra doenças infecciosas, como a 'gripe do frango'".

Embora a civeta, espécie selvagem cuja carne é muito apreciada na China, e o rato comum, animal comestível no sul do país, centram as pesquisas sobre a origem da Sars, ainda não se confirmou um vínculo definitivo.

Apesar dos esforços de cientistas no mundo todo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não deu autorização a nenhuma vacina efetiva contra a Sars, vírus que afeta principalmente o sistema respiratório.

Segundo os últimos dados revisados da OMS, 8.099 pessoas foram infectadas pela Síndrome Respiratória Aguda Severa no mundo todo, das quais 774 morreram entre novembro de 2002 e junho do ano passado.

EFE
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