"O quadro de sintomas dos três casos é de menor intensidade que os da primavera passada e nenhum dos hospitalizados se infectou entre si", declarou hoje em entrevista coletiva Robert Breiman, responsável da equipe da OMS que pesquisa a origem dos primeiros casos de pneumonia que acontecem na China desde que se deu por controlada a epidemia em junho de 2003.
Os três pacientes hospitalizados -dos quais o Governo só confirmou um como doente de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars)- tiveram febre em um máximo de doze dias, as radiografias mostraram sintomas de Sars durante uma semana e não precisaram de respiração artificial.
A OMS considera que o coronavírus que reapareceu no último mês é uma variedade mais suave da Síndrome Respiratória Aguda Severa, menos perigosa que a que afetou 8.098 pessoas no mundo todo, das quais 774 morreram em 2003.
Breidman acrescentou que, depois das pesquisas feitas nos últimos dias, o vínculo entre o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Severa e a civeta, um mamífero considerado um prato excelente no sul da China, volta a tomar força como hipótese da origem da doença.
No restaurante onde trabalhava a segunda hospitalizada com sintomas de Sars, uma garçonete de 20 anos, os especialistas encontraram rastros do vírus em todas as jaulas que abrigaram civetas.
A OMS não considera provável que aconteça um novo surto de Sars na zona, e elogiaram o sistema de alarme sanitário que o Ministério chinês de Saúde e as autoridades locais puseram em andamento depois da reaparição do vírus em Cantão no final de dezembro.



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