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 OMS tenta prevenir contágio de Sars na China
15 de janeiro de 2004 06h43

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Uma equipe de especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) partirá hoje para a região de Guangxi Zhuang (sul), fronteiriça com Cantão, para avaliar seus sistemas de prevenção ante uma eventual volta da Síndrome Respiratória Aguda Severa, informou a OMS.

"Nos parece sábio enviar uma equipe a esta região por sua proximidade com Cantão e suas similitudes ambientais, para que apóiem com sua experiência as autoridades sanitárias de Guangxi", afirmou Bob Dietz, porta-voz da equipe de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) da OMS em Pequim.

Dietz esclareceu que a viagem dos especialistas - que durará uma semana e foi planejada há dois meses - não era devida à aparição de nenhum caso com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Severa na região autônoma de Guangxi Zhuang, onde morreram três das 22 pessoas que foram vítimas do vírus da Sars.

A semelhança climática e geográfica desta região com a vizinha Cantão -onde nas últimas três semanas três pessoas foram hospitalizadas com sintomas de Sars, segundo o Ministério chinês de Saúde - são as razões da viagem, alegou a OMS.

Uma equipe similar de especialistas continua pesquisando a origem do contágio dos três doentes em Cantão - os primeiros casos desde que se deu por controlada a epidemia na China em junho de 2003 -, embora ainda não possa ser confirmada a teoria do vínculo entre uma espécie animal e o vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa.

O porta-voz da equipe, Roy Wadia, informou ontem que extraíram amostras de frangos, patos e perus reais no mercado de espécies selvagens de Xinyuan, o maior da capital provincial de Cantão, e reconheceu sua frustração pela falta de resultados nas pesquisas.

A equipe que viaja hoje a Guangxi - formada por quatro especialistas em controle de infecções, biologia e diagnoses e um tradutor - é liderada por Tom Grein, especialista em prevenção, e dará apoio com sua experiência aos especialistas do Ministério chinês de Saúde e do Centro de Controle de Doenças Infecciosas local (CCEI).

Nos últimos dias, as autoridades de Cantão incineraram quase 4 mil exemplares de civetas, mamífero que pode ter transmitido a Sars aos hospitalizados, e o Governo dos Estados Unidos impôs um embargo às importações deste animal considerado um prato excelente no sul da China.

EFE
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