O vírus da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) que reapareceu na província chinesa do Cantão é diferente e mais benigno para os humanos que o do ano passado, que acabou com a vida de 774 pessoas, disse hoje o microbiólogo Guan Yi, da Universidade de Hong Kong. O cientista indicou que as amostras com as quais trabalhou no laboratório indicam que se trata de um organismo animal "novo" que não se adaptou ao homem, por isso é menos infeccioso que o de 2003.
Esta teoria explicaria porquê os dois casos de Sars detectados em Cantão desde dezembro, um produtor de televisão e uma garçonete, não provocaram uma epidemia como a do ano anterior. Yi é um dos cientistas que descobriu que a Sars correspondia a um novo membro da família "coronavirus".
O primeiro caso de Síndrome Respiratória Aguda Severa apareceu em Cantão em novembro de 2002 e no ano seguinte se propagou por todo o mundo. No dia 5 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) dava por controlada a pandemia, mas advertia que ela poderia retornar durante o inverto no hemisfério norte. A Sars contagiou 8.098 pessoas de 29 territórios nos cinco continentes, das quais 774 morreram, segundo os últimos dados da OMS.




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