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 EUA proíbem importação de gato por medo de Sars
13 de janeiro de 2004 22h50

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Os Estados Unidos proibiram hoje a importação de civetas vivas ou mortas e produtos derivados do animal, também conhecido como gato-de-algália. O objetivo da medida é prevenir a disseminação da síndrome respiratória aguda grave (Sars). Pesquisadores acreditam que as civetas, pequenos mamíferos considerados uma iguaria na China, são as principais suspeitas de transmitir o vírus causador da Sars em humanos.

"Especialistas em saúde pública estão preocupados com a possibilidade de as civetas transmitir a Sars a humanos, que depois transmitiriam a outras pessoas", disse o secretário de Serviços Humanos e de Saúde dos EUA, Tommy Thompson, em um comunicado. "Este embargo vai nos ajudar a proteger a população norte-americana e a prevenir a entrada da Sars nos Estados Unidos", afirmou ele.

A doença é fatal em 10% dos casos, e os sintomas incluem febre alta, dores no corpo e problemas respiratórios. A Sars foi detectada no sul da China em novembro de 2002 e infectou mais de 8 mil pessoas em 30 países. Cerca de 800 pessoas morreram por causa da doença no mundo.

Nos EUA, foram registrados 192 casos prováveis e suspeitos no ano passado. Todos os pacientes se recuperaram. Este mês, a China confirmou os dois primeiros casos de Sars desde julho. O governo chinês determinou o abate de civetas para prevenir um surto da doença.

Reuters
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