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 OMS descarta alerta sanitário na China
12 de janeiro de 2004 10h51

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) descartou hoje que a China se encontre à beira de um alerta sanitário após o isolamento de um terceiro doente com sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars). "Por enquanto, a OMS não percebe significativas ameaças para a saúde da população", afirmou Bob Dietz, porta-voz do escritório da OMS em Pequim, dias antes do maior êxodo de população do ano na China devido às férias de ano-novo.

O departamento de Saúde da província sul de Cantão confirmou hoje a hospitalização de um homem, de 35 anos, com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Severa, o que lhe converte no segundo paciente de Sars em tratamento na capital provincial. "O doente foi internado com febre alta em 31 de dezembro passado, em 6 de janeiro foi submetido a uma quarentena e atualmente sua condição é estável, e se encontra fora de perigo", diz o comunicado.

Depois do anúncio, especialistas desta organização com sede em Genebra se reuniram hoje com funcionários do Ministério chinês da Saúde, primeiro passo para a conversão do doente com sintomas da doença em um caso confirmado de Sars. Paradoxalmente, as autoridades desconhecem a profissão do novo doente, mas os especialistas negaram que existam "evidências de contato com animais selvagens, como a civeta", mamífero que centra as pesquisas sobre a origem deste vírus, para o qual ainda não existe vacina.

Por outro lado, a OMS tenta corroborar os rumores sobre um novo caso de Sars na cidade de Shenzhen, um homem de 38 anos que trabalhava em um mercado de carne e hortaliças, que foi desinfetado neste sábado e reaberto no dia seguinte. As autoridades sanitárias desta metrópole financeira reconhecem a hospitalização de várias pessoas nos últimos dias com febre alta e sintomas de pneumonia comum, mas negaram a internação de um paciente com Sars.

Enquanto isso, a garçonete, de 20 anos, permanece em quarentena, embora se recupere bem e poderá receber alta ainda esta semana, informaram hoje fontes do Hospital Popular Número 8 de Cantão. Segundo o Ministério de Transporte, durante estes dias de férias se produzirão 2 bilhões de deslocamentos por ar, terra e mar, o que multiplica as possibilidades de contágio e propagação do vírus.

O Governo chinês enviou veículos de desinfecção e equipes de controle de temperatura em todos os terminais de ônibus, trens, aviões e navios, com a ordem de impedir o embarque dos passageiros que exibirem uma temperatura superior aos 38 graus. O primeiro caso de Síndrome Respiratória Aguda Severa surgiu na província chinesa de Cantão em novembro de 2002 e em fevereiro do ano passado se propagou por todo o mundo através de Hong Kong, até infectar 8.098 pessoas, das quais 774 morreram, segundo os últimos dados revisados da OMS.

Apesar dos esforços de cientistas no mundo todo, a OMS ainda não deu a autorização para nenhuma vacina efetiva contra o Sars, vírus que afeta principalmente o sistema respiratório.
EFE
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