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 Animal transmissor da Sars é morto de forma errada
09 de janeiro de 2004 10h25

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que vários civetas (gato-de-algália), o animal que seria o transmissor da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), foram mortas à pancada na província chinesa de Guangdong (sul), e está preocupada porque esse método contribui para propagar ainda mais a doença.

"Segundo informações não confirmadas, alguns animais foram exterminados à pancada", declarou Bob Dietz, porta-voz da OMS, acrescentando que isto põe em perigo todas as pessoas que participam da matança.

Por ordem do governo da província, onde a Sars apareceu em novembro de 2002 e, na segunda-feira passada, foi confirmado um novo caso, as civetas devem ser eliminadas através de afogamento em um líquido desinfetante antes de serem incineradas, enquanto as pessoas que participam deste ato devem estar usando roupas de proteção.

Uma garçonete de um restaurante especializado em servir animais selvagens, que esteve em contato com civetas, foi hospitalizada em Cantão (sul) sob suspeita de contágio de Sars, segundo informações divulgadas hoje na imprensa chinesa, que citam fontes anônimas.

A OMS destacou recentemente que não existem provas concretas de que a civeta, cuja carne é muita apreciada em várias regiões da China, seja responsável pela transmissão da Sars para os seres humanos, ainda que o vírus desta doença tenha sido detectado com mais freqüência nesta espécie.

A ex-atriz francesa Brigtte Bardot denunciou ontem os métodos cruéis e bárbaros utilizados pelas autoridades chinesas para matar as civetas Além disso, as autoridades de Guangdong anunciaram uma grande campanha de desratização a partir deste sábado.

A Sars contaminou mais de 8 mil pessoas em 27 países de matou 774, sendo 349 na China continental e 299 em Hong Kong.

AFP
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