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 Teste de Sars com 3º funcionário de TV dá negativo
09 de janeiro de 2004 08h14 atualizado às 08h49

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Testes com o terceiro dos três funcionários de TV de Hong Kong suspeitos de terem a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) deram negativo. A informação é de um porta-voz do governo.

Eles apresentaram febre após voltar de uma viagem ao sul da China. Os outros dois também tiveram testes negativos, divulgados na quinta-feira. Os homens, da TVB de Hong Kong, visitaram um mercado de animais selvagens e um hospital na cidade de Guangzhou, onde um suspeito de ter Sars estava sendo tratado. Posteriormente, confirmou-se que este homem tinha a Sars, mas ele já se recuperou

OMS espera novas suspeitas de Sars no inverno
A Organização Mundial da Saúde (OMS) previu hoje que ainda surgirão muitos pacientes com casos suspeitos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), porque os sintomas se confundem com os de gripes comuns.

Há vários meses as autoridades temiam que a Sars voltasse a atacar nesta época de inverno (no hemisfério norte). A doença tem sintomas comuns a outras doenças respiratórias, como febre e tosse seca.

A OMS enviou quatro médicos a Guangzhou para investigar a doença, especialmente sua transmissão. "Estamos em alerta"', disse Roy Wadia, porta-voz dessa equipe. "`Você acha um caso e precisa ficar procurando possíveis outros."

A Sars surgiu pela primeira vez no sul da China no final de 2002 e matou cerca de 800 pessoas em todo o mundo em 2003, das quais quase 350 na China.

Na opinião de um especialista de Guangzhou, a Sars não vai reaparecer com a mesma intensidade neste ano. "Não acho que um caso confirmado signifique que a Sars vá voltar em grande escala", observou Zhong Nanshan, diretor do Instituto de Pesquisas em Doenças Respiratórias da cidade.

O jornal China Daily disse em editorial que o país aprendeu a lição do ano passado, quando inicialmente tentou dissimular a extensão da epidemia. "A transparência alimenta a confiança", disse o texto.

Caso confirmado
O caso já confirmado é o de um produtor de TV de 32 anos, a primeira vítima desde julho de 2003, quando a epidemia foi considerada encerrada. Ele deixou o hospital na quinta-feira, recuperado.

Seu caso foi associado a um tipo de coronavírus semelhante ao que é encontrado em civetas, um pequeno mamífero cuja carne é muito apreciada no sul da China. Com a volta da doença, o governo proibiu a venda de civetas e as está matando em grande número.

O produtor de TV disse que não comeu civetas, o que faz com que a forma de infecção continue um mistério, no caso dele.

O restaurante onde trabalha uma garçonete de 20 anos, suspeita de estar com Sars, especializado em frutos do mar, também é famoso por servir civetas, segundo vizinhos. "Quando veio a Sars, eles pararam de vender. Nos últimos anos, estavam vendendo por baixo do pano", disse um deles.

A doença se espalhou pelo mundo no passado junto com viajantes. Desta vez, o novo caso surge às vésperas do ano-novo lunar, quando devem acontecer 1,89 bilhão de viagens por via férrea, rodoviária ou aérea na China e arredores.

Reuters
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