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 China nega novo caso de pneumonia atípica
07 de janeiro de 2004 06h10

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O paciente de 32 anos de Cantão confirmado como um caso de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars) afirmou hoje que sua companheira de apartamento continua isolada embora até o momento não tenha apresentado sintomas de estar com a doença.

"Me aliviei ao saber que minha companheira não apresentou nenhum sintoma por enquanto e sairá do isolamento em breve", afirmou o paciente, Luo, que não quis dar seu nome completo para não preocupar sua família -que ainda desconhece sua situação- e receberá alta amanhã, quinta-feira.

Apesar de desde o primeiro momento os meios oficiais informarem que ele vivia sozinho em um apartamento de Cantão, capital provincial, Luo reconheceu que dividia sua casa com uma "companheira de trabalho".

O paciente insistiu que não comeu civeta nem teve qualquer contato com animais selvagens, embora tenha afirmado que tirou um rato de sua banheira e o jogou com a mão pela janela, enquanto em outra entrevista publicada no jornal "Beijing Morning News" disse que se serviu de alguns palitos chineses ("kuaizi", em mandarim).

O Centro de Controle de Doenças Infecciosas de Cantão (CCEI) revelou em 5 de janeiro a detecção de "rastros do vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa em um rato achado na casa do doente" onde havia uma praga destes animais que estão sendo analisados.

Apesar deste achado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que desconheciam as causas do contágio deste produtor de televisão e que não encontraram o vírus de Sars em nenhum dos 30 ratos analisados, uma espécie mais difícil de exterminar que o restante dos animais suspeitos de ser transmissores.

As autoridades cantonesas se comprometeram a sacrificar todas as civetas, furões e outros pequenos animais existentes nos mercados provinciais e lançarão uma campanha de extermínio de baratas e ratos antes de 22 de janeiro, data do início do Festival da Primavera, quando milhões de chineses viajam para seus locais de origem.

"Foi uma comoção saber que contraí o vírus da Sars e que me enviavam para a sala de isolamento do hospital, onde tanta gente morreu durante a epidemia", reconheceu Luo, que teve que receber tratamento psicológico, embora acrescente que "a doença não é tão temível".

"Desapareceram as manchas dos pulmões do paciente, não apresenta febre há uma semana nem o restante dos sintomas da pneumonia: três requisitos para receber alta amanhã", declarou Tang Xiaoping, diretor do Hospital Número 8 de Cantão, onde o paciente está internado desde 24 de dezembro.

EFE
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