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 Novo vírus da Sars pode ser mais contagioso
06 de janeiro de 2004 10h12

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Estudos genéticos realizados recentemente em Hong Kong descobriram pequenas, mas importantes, mudanças no vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) tirado de civetas. Isto sugere que ele pode contaminar mais facilmente os seres humanos, disse um pesquisador hoje. As civetas, cujo corpo lembra o de um gato, são mamíferos consumidos como alimento na China.

Yuen Kwok-yung, professor de microbiologia da Universidade de Hong Kong, afirmou que amostras do vírus da Sars tiradas do animal recentemente eram mais parecidas com a forma humana do vírus do que as amostras extraídas de civetas durante o surto passado.

"Há mais indícios genéticos de que o novo vírus da civeta está se aproximando do coronavírus da Sars, a forma humana da doença", disse Yuen, cuja equipe identificou a civeta como a principal suspeita de disseminar a epidemia de Sars ocorrida no ano passado. "Temos medo de que isso possa significar um maior nível de transmissão para os seres humanos. Isso parece um pouco assustador", afirmou o cientista.

A equipe de Yuen ajudou a analisar as amostras tiradas de um chinês de 32 anos, cuja contaminação pela síndrome foi confirmada na segunda-feira. As autoridades chinesas ordenaram o sacrifício de cerca de 10 mil civetas na Província de Guangdong (sul do país e fonte inicial do surto da Sars). Também foram proibidos o comércio, o transporte e o consumo do animal.

Outras precauções foram adotadas pelo governo. Na terça-feira, seguranças nas portas de hospitais de Hong Kongordenavam que todos os visitantes usassem máscaras. Em algumas escolas, crianças tiveram suas temperaturas tomadas e foram questionadas sobre se passaram o ano-novo em Guangdong.

Reuters
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