Yuen Kwok-yung, professor de microbiologia da Universidade de Hong Kong, afirmou que amostras do vírus da Sars tiradas do animal recentemente eram mais parecidas com a forma humana do vírus do que as amostras extraídas de civetas durante o surto passado.
"Há mais indícios genéticos de que o novo vírus da civeta está se aproximando do coronavírus da Sars, a forma humana da doença", disse Yuen, cuja equipe identificou a civeta como a principal suspeita de disseminar a epidemia de Sars ocorrida no ano passado. "Temos medo de que isso possa significar um maior nível de transmissão para os seres humanos. Isso parece um pouco assustador", afirmou o cientista.
A equipe de Yuen ajudou a analisar as amostras tiradas de um chinês de 32 anos, cuja contaminação pela síndrome foi confirmada na segunda-feira. As autoridades chinesas ordenaram o sacrifício de cerca de 10 mil civetas na Província de Guangdong (sul do país e fonte inicial do surto da Sars). Também foram proibidos o comércio, o transporte e o consumo do animal.
Outras precauções foram adotadas pelo governo. Na terça-feira, seguranças nas portas de hospitais de Hong Kongordenavam que todos os visitantes usassem máscaras. Em algumas escolas, crianças tiveram suas temperaturas tomadas e foram questionadas sobre se passaram o ano-novo em Guangdong.

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