O Ministério chinês da Saúde confirmou ontem, com uma semana de atraso em relação ao Centro de Controle de Doenças Infecciosas de Cantão (CCEI), o primeiro caso de Sars registrado na China nos últimos seis meses. Segundo o representante da diplomacia chinesa, tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS), como a população estão satisfeitos com o trabalho das autoridades sanitárias. "Os cidadãos devem apenas seguir os boletins diários oferecidos pelo Ministério da Saúde, manter a guarda e respeitar as mínimas normas de higiene", ressaltou.
O CCEI também negou hoje que exista um segundo caso de Síndrome Respiratória Aguda Severa na província meridional de Cantão, limítrofe com Hong Kong e onde se originou a epidemia no dia 16 de novembro passado. "O doente, uma garçonete, está se recuperando de uma pneumonia pulmonar que sofria. Está há vários dias sem febre", comentou hoje Wang Ming, subdiretor do CCEI.
Wang confirmou também que 24 funcionários do restaurante no Cantão onde a garçonete trabalha foram submetidos a duas semanas de quarentena, mas nenhum deles apresenta sintomas da doença. Segundo as estatísticas em poder da OMS, a Síndrome Respiratória Aguda Severa matou 349 pessoas e infectou 5.327 na China; enquanto no mundo 814 pessoas morreram e 8.470 caíram doentes vítimas deste mortal vírus, para o qual não existe vacina.




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