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 Filipinas e Malásia têm possíveis casos de Sars
05 de janeiro de 2004 06h53 atualizado às 10h20

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As autoridades médicas das Filipinas e da Malásia informaram hoje que isolaram duas mulheres provenientes da China com sintomas de Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), doença que no ano passado matou 814 pessoas.

Nas Filipinas, a paciente sob suspeita está sendo submetida a vários exames para confirmar se é portadora de Sars. O nome da mulher não foi revelado, mas sabe-se que ela viajou a Hong Kong, onde trabalham milhares de imigrantes filipinos. Ela foi internada com febre alta em 31 de dezembro no Hospital Provincial de Laguna, nos arredores de Manila.

Diante da possibilidade de se tratar de Sars, ela foi transferida ao Instituto de Pesquisa de Doenças Tropicais, em Manila, onde também foi internado seu marido. Além disso, como medida preventiva, as autoridades filipinas isolaram o médico do Hospital Provincial de Laguna que a atendeu.

O caso malaio foi detectado no sábado no aeroporto internacional de Kuala Lumpur e envolve uma mulher que acabava de voltar de uma viagem à China que, entre outros lugares, a levou a Cantão. "Estamos à espera dos resultados dos exames de laboratório, mas achamos que não se trata de Sars", disse o subdiretor de Saúde, Ismail Merican.

Assim como nas Filipinas, as autoridades médicas da Malásia estabeleceram nos pontos de entrada do país controles de Síndrome Respiratória Aguda Severa depois de serem detectados os casos em Taiwan e Cantão. Os especialistas regionais da OMS coordenam com os governos locais os dispositivos de vigilância e o tratamento dos doentes.

Os mecanismos para combater a Síndrome Respiratória Aguda Severa estão estabelecidos desde o ano passado, quando foi registrado o primeiro surto da doença. A OMS deu o alerta mundial em março de 2003, depois de confirmar casos na China, em Hong Kong, Vietnã e Cingapura. O fato de se tratar de uma doença desconhecida da qual só se sabia que provocava febre e problemas respiratórios contribuiu para sua rápida propagação.

Nos meses seguintes, controles de temperatura, máscaras e quarentenas em massa permitiram controlar o surto da doença, e em 5 de julho a OMS dava por controlada a situação no mundo todo. Os últimos dados da organização multilateral sobre esse período reconhecem 8.098 infectados e 814 mortos em 29 territórios, 95% deles na Ásia.

EFE
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