"Estamos diante de uma grande descoberta, pois este fóssil trará nova informação sobre a origem dos primatas na Ásia e sobre sua capacidade de adaptação", assegurou o professor Li Chuankui, do Instituto de Paleontologia Vertebrada da Academia.
Os fósseis pertencem aos de um prossímio - origem dos primatas - da espécie conhecida como Teilhardina, e conservam pela primeira vez parte do crânio e as mandíbulas superior e inferior quase completas, o que permitirá fazer grandes avanços na investigação da origem dos primatas.
Os prossímios eram animais de reduzidas dimensões que habitaram a Ásia e a África há 55 milhões de anos, cujo hábitat eram os climas tropicais e que desapareceram por causa das mudanças climáticas registradas no planeta durante o Eoceno.
Alguns exemplares conseguiram sobreviver em Madagascar e no sul da Europa, concretamente na Espanha, embora na maioria das ocasiões só tenham sido achados restos de mandíbula e dentes.
O achado de Hunan pode aportar novos dados sobre a capacidade de adaptação dos prossímios e sugerem que este antepassado comum dos primatas era um pequeno animal diurno e um depredador que se orientava visualmente.




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