Estudos realizados previamente já haviam revelado a existência de um componente genético em 90% dos casos de autismo, mas esta pesquisa aponta um defeito genético específico, presente em 1% dos casos.
Calcula-se que nos Estados Unidos haja aproximadamente um milhão de autistas, o que significa que 10.000 desses casos se deveriam a estas variações genéticas - elementos do DNA em falta ou sua duplicação no cromossoma 16-, segundo os autores do estudo.
A pesquisa implica um avanço importante na compreensão das origens biológicas dessa doença, segundo o dr. Mark Daly, do Centro de Estudos Genéticos do Massachussets General Hospital (nordeste) e principal autor deste trabalho.
"Ainda estamos muito longe de compreender como a ausência ou duplicação de componentes em cromossomos incrementa o risco de autismo, mas esta descoberta é um primeiro passo essencial", concluiu.

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