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 2ª tempestade solar em uma semana chega à Terra
29 de outubro de 2003 16h36

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A explosão solar poderá interferir na atmosfera do planeta Terra Foto: AP

A explosão solar poderá interferir na atmosfera do planeta Terra
24 de outubro de 2003
Foto: AP

As empresas operadoras prepararam o máximo de proteção a seus satélites artificiais hoje diante da aproximação da Terra da "onda" eletromagnética de uma das maiores tempestades solares das últimas décadas. Os cientistas observaram ontem, terça-feira, a maior explosão de gases na superfície do Sol em três décadas, pouco antes das 11h (9h de Brasília), o que causou uma nuvem de partículas treze vezes maior que a Terra.

A explosão, que lançou a bolha para as profundezas do Sistema Solar a mais de 1,6 milhão km/h, teve um brilho tão forte que superou as capacidades de alguns satélites de observação, e nas imagens aparecem reverberações horizontais. A expectativa era de que as tempestades geomagnéticas chegassem à Terra hoje por volta do meio-dia (15h de Brasília), podendo causar transtornos nas comunicações por via satélite, na navegação aérea e nas redes de distribuição de energia elétrica durante um espaço de tempo de entre 18 e 24 horas.

As tempestades geomagnéticas fortes produzem auroras multicolores que, segundo os especialistas, podem ser vistas em regiões do sul dos Estados Unidos, como Texas e Flórida. Larry Combs, do Departamento Nacional de Oceanos e Atmosfera, que é meteorologista espacial em Boulder, previu que esta tempestade será muito maior que as duas que atingiram a Terra na semana passada e terá, de forma intermitente, episódios de máxima intensidade. "Se virmos de cima, como um trem de carga", disse o astrofísico . "Esta si que é de beiras".

John Kohl, da Universidade de Cambridge, disse que as correntes de partículas que formam a onda de energia solar provavelmente afetarão os satélites geosincrônicos usados nas comunicações. O Centro de Astronomia Harvard-Smithsonian já posicionou seu observatório solar e heliosférico (SOHO) desde pouco depois da explosão desta bolha na superfície solar.

Os operadores de satélites os colocam em posição de espera, retraindo os aparelhos e antenas e fechando as portas, da mesma forma que os navios se preparam para uma tempestade em alto mar.

Os cientistas também disseram que a tempestade solar poderá afetar as operações dos milhares de bombeiros que combatem incêndios florestais no sul da Califórnia, que dependem das comunicações. Os fogos, que destruíram centenas de casas, arrasando centenas de milhares de hectares e causado a morte de pelo menos 15 pessoas, também destruíram muitas antenas de transmissão de microondas, obrigando as equipes de emergência a recorrer às comunicações via satélite.

A agência espacial americano Nasa informou aos dois tripulantes que se encontram na estação orbital Alfa, que durante os períodos nos quais a órbita os expuser aos níveis mais altos de radiação, que fiquem na parte de atrás de um módulo russo que tem a cobertura mais espessa. Os dois equipamentos a bordo da Alfa que deveriam ser usados para medir as doses de radiação recebidas pelos astronautas falharam há meses, e há problemas com outros tipos de detectores de radiação, segundo fontes da Nasa.

Kyle Herring, porta-voz da Nasa, disse que se os tripulantes da estação não tomarem precauções poderiam estar expostos em 20 minutos à radiação que normalmente receberiam em 24 horas. Por sua vez, Jenna McMullin, porta-voz do Comando Espacial da Força Aérea em Colorado, que controla todos os satélites militares dos Estados Unidos, disse que se mantém a vigilância sobre a situação mas não se esperam problemas maiores. "Nossos satélites são construídos com escudos contra radiação", acrescentou.

EFE
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  1. O satélite Solar Heliospheric Observatory (Soho), que monitora o Sol, registrou no dia 5 de novembro a maior explosão solar já testemunhada pela ciência. O fenômeno foi tão energético que sobrecarregou os detectores dos satélites e "estourou" a escala até hoje utilizada para medir essas explosões

    05 de novembro de 2003 • 10h05
    Foto: Nasa/Divulgação

  2. O satélite Solar Heliospheric Observatory (Soho), que monitora o Sol, registrou no dia 5 de novembro a maior explosão solar já testemunhada pela ciência. O fenômeno foi tão energético que sobrecarregou os detectores dos satélites e "estourou" a escala até hoje utilizada para medir essas explosões
    05 de novembro de 2003 • 10h05
    Foto: Nasa/Divulgação

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    05 de novembro de 2003 • 10h05
    Reuters

  4. Reflexos da tempestade solar tingem de vermelho o céu de Weilheim, perto de Munique. O fenômeno ocorreu na parte central do Sol e as partículas ionizadas criaram certa interferência na rede elétrica do norte dos Estados Unidos e no Canadá

    05 de novembro de 2003 • 10h05
    AP

  5. A silhueta de uma pessoa pode ser vista contra o céu de Nova York, colorido pelas luzes resultantes da radiação emitida pelas explosões solares.

    05 de novembro de 2003 • 10h05
    AP

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    05 de novembro de 2003 • 10h05
    AP

  7. As atividades solares foram registradas pela Nasa
    05 de novembro de 2003 • 10h05
    Reuters

  8. A atividade solar registrada ontem é a mais forte desde o início do acompanhamento do fenômeno
    05 de novembro de 2003 • 10h05
    Reuters

  9. A explosão solar poderá interferir na atmosfera do planeta Terra
    05 de novembro de 2003 • 10h05
    AP

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