A tempestade solar não causou transtornos na Terra
Foto: AP
Estas tempestades se medem, como os terremotos, por sua magnitude de um a cinco graus. De acordo com Joe Kunches, da Direção Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, sigla em inglês), esta foi de nível três. O especialista acrescentou que os efeitos desta tempestade continuarão durante o restante do fim de semana e que, pelos relatórios recebidos das empresas de energia elétrica, as redes de abastecimento continuam funcionando sem inconvenientes. "Estão bem, mas as companhias perceberam os efeitos da tempestade em seus dados sobre cargas", acrescentou Kunches.
Larry Combs, um meteorologista espacial que trabalha para a NOAA, comentou que a atual "não é uma grande tempestade solar" e que houve algumas interferências nas comunicações de companhias aéreas e nas comunicações por rádio de montanhistas que se encontram no Everest.
Os satélites estão particularmente expostos aos efeitos destas correntes de energia solar, e as companhias que os operam podem apagá-los, até que a tempestade passe. Se o fenômeno tiver afetado sua posição orbital, é possível que seja necessário acender os foguetes propulsores para devolvê-los a sua situação precisa.
Dez bilhões de toneladas de gás
A bolha de plasma magnético continha 10 bilhões de toneladas de gás a uma temperatura muito alta, da qual surgem raios X que se deslocam na velocidade da luz. Na semana passada, a Nasa informou que a aparição no Sol de uma mancha do tamanho do planeta Júpiter, dentro de um grupo denominado 10484, era um indício de que um ciclo de atividade solar que dura 11 anos ainda não tinha terminado.
As manchas no grupo 10484, indicou a Nasa, cobrem no Sol uma superfície dez vezes maior que a área total da Terra. Essas manchas geram as gigantescas borbulhas de gás envolvidas com campos magnéticos que são expelidas do Sol no curso de algumas horas.
Embora a coroa do Sol tenha sido observada durante os eclipses totais, ao longo de milhares de anos, a existência de ejeções de massa coronal não tinha sido percebida e documentada até começar a exploração espacial humana. As primeiras provas destes processos dinâmicos provêm das observações efetuadas a partir do Sétimo Observatório Solar Orbital entre 1971 e 1973.
As ejeções de massa coronal perturbam o fluxo do vento solar e causam transtornos que alcançam a Terra com resultados, às vezes, catastróficos. Uma destas ejeções em abril de 1997 causou um "efeito de halo", durante o qual o Sol inteiro apareceu rodeado pela ejeção. Nesta ocasião, a tempestade solar cegou o satélite Telstar 401, da AT&T, utilizado na retransmissão de sinais de televisão.
Um ano depois, uma ejeção de massa coronal também interferiu no funcionamento de um satélite Galaxy IV, usado para a transmissão dos sinais com os quais operam os caixas automáticos e sistemas de acompanhamento de vôos comerciais.

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