Um comitê misto da Comissão de Segurança Nacional e da Academia de Ciências de Israel sugeriu ao governo o controle das pesquisas na área de biotecnologia, temendo que organizações terroristas tenham acesso a suas descobertas.
O jornal Maariv informa hoje que a recomendação do comitê visa a evitar o perigo de que grupos terroristas possam obter a informação necessária para produzir armas biológicas.
"Sem dúvida, existe a suspeita de que os pesquisadores no campo da biotecnologia aleguem que o controle será um atentado contra a liberdade acadêmica", reconheceu David Fridman, membro do Instituto de Pesquisas da Segurança Nacional. Ele é o coordenador dos estudos iniciados em 2005 pelo comitê.
Os 13 membros do comitê, chefiados pelo professor Alex Kenan, estudaram nos dois últimos anos as condições dos institutos de pesquisa, laboratórios e hospitais, entre outros estabelecimentos, para evitar a possibilidade de que inimigos obtenham vírus e bactérias causadores de doenças, ou informação sensível e equipamento tecnológico.
Kenan já foi diretor do Instituto Biológico da localidade de Nes Tziona. Segundo a imprensa estrangeira, é lá que Israel produz as suas armas químicas e biológicas.
O relatório apresentado ao governo, segundo o jornal, revela defeitos graves em instituições científicas do setor civil. Além disso, todos os laboratórios utilizam microorganismos perigosos, o que representa um foco de especial atração para os terroristas.
A principal recomendação dos analistas é a criação de um órgão oficial que supervisione as experiências e uma equipe profissional que discuta o conteúdo das pesquisas, determinando as medidas de controle, antes de autorizar os estudos.
"Teremos que chegar a um acordo com todas as instituições acadêmicas que queiram impedir a supervisão estatal", disse Fridman.

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