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 Células de porco agem em diabético após 10 anos
30 de março de 2007 16h37

Células de um porco transplantadas em um homem diabético que mora na Nova Zelândia continuam produzindo insulina quase 10 anos após a realização da cirurgia. A Living Cell Technologies (LCT), companhia de biotecnologia australiana responsável pelo procedimento, pretende, nos próximos meses, testar o experimento em mais diabéticos na Rússia e na Nova Zelândia.

O caso, divulgado na revista Xenotransplantation, pode abrir caminho para a cura do diabetes, disse Bob Elliot, diretor da LCT. O homem que recebeu o transplante, agora com 41 anos, sofria de diabetes tipo 1, quando as células do pâncreas não produzem insulina, um hormônio que ajuda a controlar a taxa de glicose no sangue. Para resolver o problema, o doente precisa tomar injeções diárias de insulina.

As células do porco foram injetadas no abdome do paciente em 1996. Depois disso, a quantidade de injeções de insulina necessárias para o doente caiu 34% em um ano. O homem afirmou que continuou se sentindo bem ainda em 2006 e pediu à companhia que o examinasse.

"Um exame cuidados mostrou que o controle do diabetes está muito melhor mesmo 10 anos após o transplante", disse Elliot. Os testes também mostraram que a insulina presente no sangue do paciente era de porco e não humana.

Reuters
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