Células de um porco transplantadas em um homem diabético que mora na Nova Zelândia continuam produzindo insulina quase 10 anos após a realização da cirurgia. A Living Cell Technologies (LCT), companhia de biotecnologia australiana responsável pelo procedimento, pretende, nos próximos meses, testar o experimento em mais diabéticos na Rússia e na Nova Zelândia.
O caso, divulgado na revista Xenotransplantation, pode abrir caminho para a cura do diabetes, disse Bob Elliot, diretor da LCT. O homem que recebeu o transplante, agora com 41 anos, sofria de diabetes tipo 1, quando as células do pâncreas não produzem insulina, um hormônio que ajuda a controlar a taxa de glicose no sangue. Para resolver o problema, o doente precisa tomar injeções diárias de insulina.
As células do porco foram injetadas no abdome do paciente em 1996. Depois disso, a quantidade de injeções de insulina necessárias para o doente caiu 34% em um ano. O homem afirmou que continuou se sentindo bem ainda em 2006 e pediu à companhia que o examinasse.
"Um exame cuidados mostrou que o controle do diabetes está muito melhor mesmo 10 anos após o transplante", disse Elliot. Os testes também mostraram que a insulina presente no sangue do paciente era de porco e não humana.

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