Os rinocerontes chegaram ao zôo há cinco anos, e a única explicação achada para sua morte é que o feno contivesse um alto nível da bactéria "clostridia", que teria afetado os animais. "É difícil chegar a uma conclusão porque outros três rinocerontes brancos, dois machos e uma fêmea jovem, não foram afetados tão gravemente pelo mesmo feno", declarou Potter.
Os cinco rinocerontes adoeceram na semana passada, mas Mazithi, uma fêmea de 17 anos, piorou e morreu na sexta-feira, enquanto Mbili, de cinco anos e filhote da anterior, morreu vinte e quatro horas mais tarde. "É possível que estivessem sofrendo algum outro tipo de infecção ou tivessem as defesas baixas, seria a única explicação", acrescentou o veterinário.
Potter disse que a perda das duas fêmeas foi uma pequena tragédia, especialmente após ter falado com especialistas internacionais em animais selvagens e ter podido determinar a possível causa da doença.
No entanto, reconheceu que oferecer o tratamento adequado aos rinocerontes afetados -injeções periódicas- seria "impossível", já que os animais "são enormes e fortes e se movimentam constantemente, e necessitariam de pelo menos 60 litros de líquido para salvar-se".
O rinoceronte branco, que habita a África Central e Oriental, está em perigo de extinção pela destruição de seu habitat e sua caça incontrolada, já que a crença popular atribui a seu chifre, formado por pêlos queratinizados, propriedades afrodisíacas. Com um peso de 1.800 a 2.800 quilos, é o segundo maior mamífero terrestre depois do elefante, e vive normalmente entre 40 e 60 anos.




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