O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o País cumpriu a parte que lhe cabia para evitar o agravamento das mudanças climáticas e se propôs a buscar um maior desenvolvimento sustentável. Isso porque, segundo Lula, houve um impulso no País no que se trata de combustíveis alternativos e investimentos em biotecnologia.
» Decreto regula extração de material biológico
» Biotecnologia vai ajudar natureza
O governante se referiu aos progressos que o Brasil alcançou na área de biocombustíveis durante uma cerimônia na qual foi lançada uma política dirigida a atrair investimentos para o setor biotecnológico. O Brasil é responsável por 20% da biodiversidade do planeta. "Temos condições de mostrar ao mundo que plantar combustíveis é a melhor forma de colher justiça social e, ao mesmo tempo, contribuir para a redução do efeito estufa, que tanto mal causa ao planeta", afirmou o presidente.
"Queremos compartilhar com o mundo esta porta de saída para o aquecimento global", disse ele, sobre a utilização de combustíveis como o etanol, procedente da cana-de-açúcar, e o biodiesel, elaborado com plantas como a palma e o rícino. Lula ainda assegurou que a expansão dos biocombustíveis pode aumentar "a esperança em um futuro mais sustentável" e que o Brasil apostará nessa tecnologia, apesar de sua política de preservação ambiental já ter dado resultados concretos.
O presidente afirmou que essa política reduziu em 52% o desmatamento da Amazônia desde 2003 e que isso permitiu evitar o lançamento de cerca de 430 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera, em quatro anos. "No inquieto amanhecer do século XXI, são nítidos os sinais de emergência que batem à nossa porta. Mais nítida ainda é a percepção de que só a cooperação entre democracia, ciência e economia poderá equilibrar o alerta social e ambiental que nos convoca e nos desafia", disse.




Assista agora »
Assista agora »
Assista agora »


