Pesquisadores analisam lula gigante encontrada no litoral espanhol
30 de maio de 2003
Foto: Reuters
Foi em 1856, quando Johannes Japetus Smith Steenstrup atribuiu um nome genérico às lulas gigantes: Architeuthis, que passou a ser o nome científico deste animais. Em Setembro de 2002 foi encontrado em Carrandi um architeuthis macho, o que elevou a localidade espanhola a "santuário" dos animais desta misteriosa espécie. O exemplar encontrado ocupa um lugar privilegiado na exposição da Coordenadoria para Estudo e Recuperação das Espécies Marinhas (Cepesma) na localidade asturiana de Luarca que, com 15 calamares gigantes, é a mais importante do mundo. O exemplar em questão mede seis metros e pesa 50 quilos. Existe assim mesmo um projeto científico denominado Kraken que pretende filmar a lula gigante em seu hábitate natural.
Algumas das características principais deste fantástico animal:
Seguem as mesmas proporções das lulas de menor comprimento e peso, só que em medidas descomunais.
Os cachalotes são os únicos predadores conhecidos da lula gigante. Cientistas asseguram que, pelas marcas encontradas em alguns cachalotes, estas lulas poderiam pesar mais de uma tonelada.
Nesta espécie, o tamanho dos machos é muito inferior ao das fêmeas, que crescem ao ritmo de 40 quilos por ano e podem alcançar os 20 metros de comprimento, pesando cerca de 200 quilos.
As lulas gigantes dispõe na terminação de seus tentáculos de estruturas chamadas fotóforos, os maiores órgãos luminescentes da natureza, do tamanho de uma bola de futebol. Ainda não se determinou qual seria sua utilidade, mas os cientistas intuem que sirvam para atrair suas presas e comunicar-se entre si. Estes órgãos possuem pálpebras com as quais podem "piscar" fazendo um jogo de luzes.
Estes animais possuem um órgão sexual de 75 centimetros e um reserva para o caso de perderem o primeiro.



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