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Nasa lançará foguete para estudar condições de vida na Lua

15 jun 2009
18h58
atualizado às 21h37

A Nasa, agência espacial americana, lançará na próxima quinta-feira o foguete Atlas V, que levará dois novos equipamentos para a Lua, com o objetivo de estudar as condições de vida humana no satélite. "Estes robôs, que vão fazer as primeiras missões da Nasa na Lua em mais de uma década, são nossos exploradores para conhecer melhor o terreno e as condições do ambiente para a presença humana", disse o diretor de lançamentos da Nasa, Chuck Dovale, nesta segunda, em entrevista coletiva.

Atlas V colocará em órbita o LRO e o LCROSS, que estudarão as condições de vida humana no satélite
Atlas V colocará em órbita o LRO e o LCROSS, que estudarão as condições de vida humana no satélite
Foto: Nasa/Dimitri Gerondidakis / Divulgação

As missões coincidem com o aniversário de 40 anos da chegada do homem à Lua. A princípio, a sonda lunar deveria partir na quarta-feira, mas o lançamento foi atrasado um dia para que não coincidisse com a saída do ônibus espacial Endeavour, que não pôde ser lançada no sábado passado, devido a um vazamento de combustível em um encanamento do tanque exterior da nave.

O Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, em sua sigla em inglês) ficará em órbita em torno da Lua e enviará seus equipamentos para o satélite para continuar os estudos. Uma das tarefas destes instrumentos é buscar lugares para futuros pousos de astronautas. A Bomba de Observação de Cratera Lunar (LCROSS, em sua sigla em inglês) conduzirá uma parte vazia do foguete a uma cratera que está permanentemente na sombra, em busca de provas da existência de água nos pólos lunares.

Os cientistas acreditam que se encontrarem gelo no satélite da Terra, a água poderia ser usada não somente para matar a sede dos astronautas e possíveis colonos, mas como fonte de combustível para explorações além da Lua. Eles afirmaram que há crateras profundas nos pólos da Lua que não recebem luz do Sol há dois bilhões de anos ou mais e, que se houvesse água no satélite, sob temperaturas de -200°C, poderia haver gelo na superfície.

EFE   
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