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México realiza 1º implante de coração artificial permanente da A. Latina

28 mai 2013
00h16
atualizado às 01h07
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Médicos mexicanos implantaram com sucesso o primeiro coração artificial permanente na América Latina em um paciente de 68 anos de idade, anunciou nesta segunda-feira o Instituto Mexicano do Seguro Social (IMSS).

Em comunicado, o instituto assinalou que especialistas do Hospital de Cardiologia do Centro Médico Nacional Século XXI do IMSS, situado na Cidade do México, fizeram o implante em José Salvador Pérez Yáñez, um caso que "se parece com as histórias de ficção científica".

Segundo o órgão, Pérez Yáñez, nascido na capital mexicana, foi diagnosticado há 15 anos com um quadro de cardiomiopatia isquêmica, ou seja, diminuição de irrigação sanguínea ao coração. Posteriormente, ele sofreu um infarto cardíaco, o que obrigou os médicos a lhe colocar um "by-pass" (derivação vascular).

"Três anos depois este homem casado e com cinco filhos foi submetido a um novo método médico mediante a aplicação de células- tronco ao coração. No entanto, sua saúde se viu em risco quatro anos depois", indicou o IMSS.

"Finalmente, há somente seis meses, ele recebeu um dispositivo de assistência ventricular, um coração artificial que permite o miocárdio bombear corretamente seu sangue", completou o órgão.

O caso do Pérez Yáñez foi apresentado hoje pelo diretor-geral do Hospital de Cardiologia, Moisés Calderón Abbo. O cirurgião cardiotorácico explicou que este coração artificial possui um moderno dispositivo.

"É o sistema mais moderno; não bate, é uma espécie de turbina de avião de propulsão elétrica que bombeia o sangue que o corpo precisa", informou Abbo, que ressaltou que "o sistema é pequeno, fica dentro do corpo e pode ser tão eficiente como o coração de um atleta".

De acordo com o Instituto, o engenheiro civil aposentado faz exercícios normalmente e leva uma vida como qualquer outra pessoa de sua idade. "Meus netos me chamam de Ironman, mas minha condição física é bem distinta", brincou Pérez Yáñez, conectado permanentemente a uma bateria que só dura seis horas e, portanto, precisa ser recarregada.

Apesar de os implantes de dispositivo de suporte cardíaco ser realizados desde 1993 no México, este é o primeiro desse tipo na América Latina, já que o dispositivo fica dentro do paciente e é permanente. Neste caso, o receptor também não era candidato a um possível transplante de coração humano.

EFE   

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