Ciência

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01 de dezembro de 2009 • 09h37

Laboratório do RJ buscará cura para Parkinson e Alzheimer

 

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Fundão) inaugurou nesta segunda-feira um laboratório que pode mudar o destino de pessoas com doenças como Alzheimer e Parkinson. Único no Brasil especializado em células-tronco humanas, o Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias vai estudar a cura para as enfermidades, além de produzir material para pesquisas e capacitar profissionais.

De acordo com o coordenador, o neurocientista Stevens Rehen, as células embrionárias - capazes de se transformar em tecidos de qualquer parte do corpo - serão produzidas a partir de material coletado da pele.

"Nosso objetivo é produzir células em grande escala e oferecer parte do material a laboratórios credenciados. Escolhemos a pele, por ser um local de fácil acesso. A coleta da célula da pele é simples e não invasiva", destaca o coordenador.

Segundo Stevens, o laboratório pode produzir neurônios e transplantar em pacientes com Parkinson. Já em relação ao Alzheimer, pode auxiliar no desenvolvimento de novos remédios. Ele lembra ainda que pacientes com cardiopatias e problemas na medula também podem ser beneficiados. "Esse laboratório pode revolucionar as pesquisas dentro de alguns anos", explica Stevens.

A inauguração faz parte da comemoração dos 40 anos do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Fruto de investimento de R$ 4 milhões do Ministério da Saúde, em parceria com BNDES, Finep e CNPq, o laboratório terá equipe de 26 profissionais do hospital.

O Dia