A última vítima foi uma mulher de Hong Kong. Ela faleceu hoje, elevando o total de casos fatais locais para 23, sendo que 842 pessoas continuam internadas. Em Hong Kong, depois de um final de semana com cinco mortos e mais 81 doentes, os hospitais estão preparados para atender um total de 3 mil pacientes. Em Cingapura, o número de mortos subiu para oito, depois da morte de outras duas pessoas esta segunda-feira.
No Canadá, as autoridades da província de Ontário anunciaram ontem que subiu para nove o número de mortos por causa da epidemia. Também morreram quatro pessoas no Vietnã, duas na Tailândia e uma na Malásia.
A epidemia continua afetando fortemente o comércio e o turismo na Ásia, onde a maioria das companhias aéreas suprimiram seus vôos. A diretora-geral da OMS, Gro Harlem Brundtland, criticou hoje a atitude das autoridades chinesas e afirmou que Pequim deveria ter indicado mais cedo o aparecimento dos primeiros casos. "Da próxima vez que alguma coisa estranha acontecer, procurem-nos o mais rápido possível. Teria sido muito útil que a experiência da OMS tivesse sido utilizada antes", declarou a funcionária em Lucknow (Índia), falando à BBC.
Investigações da OMS estão sendo feitas na região meridional de Cantão, onde surgiram os primeiros casos da doença, em novembro de 2002. A enfermidade se estendeu da China para Hong Kong, em fevereiro, e de lá para mais de 30 países, causando 100 mortos e mais de 2,7 mil casos até hoje.
O Vietnã informou esta segunda-feira sobre cinco novos casos, contrariando a esperança de conter a epidemia. "Estes novos casos nos preocupam. É provável que hajam outros", comentou o professor Le Dang Ha, diretor do Instituto de Enfermidades Tropicais do hospital Bac Mai da capital.
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