Gêmeos criam novo sistema de identificação facial

11 de março de 2003 • 09h42 • atualizado às 10h38
A tecnologia registra a superfície do rosto por meio de mapeamento com uma série de padrões de luzes. Foto: Reuters
A tecnologia registra a superfície do rosto por meio de mapeamento com uma série de padrões de luzes.
11 de março de 2003
Foto: Reuters

Por um breve momento, Mohamed Atta apareceu em uma câmera de segurança de aeroporto antes que embarcasse em um dos aviões usados nos ataques contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

Havia alguma maneira de a câmera ou seu operador identificar Atta como suspeito antes que ele seqüestrasse o vôo? Os israelenses Michael e Alex Bronstein acreditam ter uma resposta.

Os gênios da computação - gêmeos idênticos de 22 anos, impossíveis de distinguir - aplicaram uma nova tecnologia ao reconhecimento facial, e ela pode revolucionar a segurança internacional.

"Eu lhes disse, brincando, que se conseguissem criar um sistema capaz de distinguir entre eles, teriam nota 100", contou Ron Kimmel, professor dos gêmeos Technion Institute, de Haifa.

A tecnologia analisa e mapeia rostos humanos como superfícies tridimensionais, oferecendo referência bem mais precisa para a identificação de uma pessoa do que os sistemas atuais, a maior parte dos quais dependentes de imagens bidimensionais, conforme Kimmel.

O produto tem o potencial de atender a uma ampla gama de necessidades de segurança em um mundo abalado pelos ataques de 11 de setembro e por uma série de atentados a bomba atribuídos à rede Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, da qual suspeita-se Atta fosse membro.

Kimmel e um antigo aluno, Assi Elad, já haviam desenvolvido os algoritmos usados como base do sistema de reconhecimento de rostos. O trabalho dos gêmeos Bronstein foi criar um scanner tridimensional, com a ajuda do engenheiro Eval Gordon, e aplicar o método ao reconhecimento de rostos.

Eles disseram que querem transformar a tecnologia - para a qual uma patente já foi solicitada nos Estados Unidos - em produto comercial, com aplicações que variam de segurança em aeroportos a controle de fronteiras e caixas automáticos.

"Já temos um protótipo e vimos que a idéia funciona", disse Michael Bronstein. "Existe esperança de que ele se torne um produto comercial e permita que todos nos sintamos mais seguros".

A tecnologia registra a superfície do rosto de uma pessoa por meio de mapeamento com uma série de padrões de luzes para então gravar as informações como uma imagem tridimensional em um computador. Com algoritmos similares aos usados em mecanismos de busca da internet, o computador mede as distâncias entre o número de pontos pré-definidos na superfície do rosto.

As distâncias são então reconfiguradas como linhas retas em um espaço tridimensional, criando uma imagem nova e abstrata, ou uma assinatura, de um rosto humano construído com cálculos matemáticos precisos. Kimmel e os Bronsteins afirmam que esta assinatura é mais ou menos única para cada pessoa em particular.

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