Morre a ovelha Dolly, o primeiro animal clonado

14 de fevereiro de 2003 • 16h07 • atualizado às 16h50
Dolly morre aos seis anos de idade. Foto: AP
Dolly morre aos seis anos de idade.
14 de fevereiro de 2003
Foto: AP

A ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado do mundo, morreu hoje, informaram os responsáveis pela sua criação no Instituto Roslin, de Edimburgo, na Escócia. O animal foi sacrificado após a descoberta de sinais de uma doença pulmonar progressiva.

"Dolly morreu. Eu confirmo", disse uma porta-voz do instituto, após veterinários terem sacrificado a ovelha com uma injeção letal.

Dolly entrou para a história da ciência quando em 1996 se transformou no primeiro mamífero clonado, a partir de uma célula adulta, mas seu nascimento só foi anunciado em 1997.

Dolly nasceu com anomalias cromossômicas e, em janeiro passado, foi diagnosticada uma artrite muito prematura para sua idade.

O pesquisador Harry Griffin, chefe do instituto, disse que infecções pulmonares são comuns em ovelhas mais velhas.

"Um exame pós-morte está sendo conduzido e nós vamos divulgar qualquer descoberta significativa", disse Griffin em comunicado.

Na época em que Dolly nasceu, Griffin defendeu a criação do animal e disse que a pesquisa poderia ajudar a produzir novos tratamentos para diversas doenças.

A ovelha foi produzida por meio de uma técnica em que se retira o núcleo de uma célula da glândula mamária de um animal adulto. Em seguida esse núcleo é fundido, com a ajuda de uma corrente elétrica, a um óvulo de outra ovelha que teve seu núcleo também retirado. Dolly gerou um filhote, uma fêmea chamada Bonnie, nascida em abril de 1998.

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