Em um artigo publicado hoje, quarta-feira, na revista Geology, os cientistas da Universidade de Urbino, e da Universidade de Utrecht, na Holanda, assinalaram que a teoria foi corroborada por fósseis de plâncton de mais ou menos 65 milhões de anos.
Segundo a teoria, a glaciação ocorreu devido ao impacto de um asteróide na Terra, que levantou uma massa de pó que cobriu o planeta enquanto provocou uma série de erupções vulcânicas.
Os cientistas assinalam que uma das provas principais da colisão está em uma gigantesca cratera deixada pelo impacto do asteróide na península mexicana de Yucatán.
Outra prova é proporcionada por pequenos organismos que vivem em temperaturas extremamente baixas que apareceram repentinamente em um mar que foi muito fraco, disse Matthew Huber, professor de ciências da terra e da atmosfera na Universidade americana de Purdue.
"Os fósseis mostram que ocorreu algo muito repentino que esfriou a água o suficiente para permitir a existência destas pequenas criaturas", disse em uma declaração.
Segundo assinalaram os cientistas na publicação, o meteorito produziu enormes quantidades de partículas de enxofre como as que se elevam na atmosfera em uma erupção vulcânica.
"Estas partículas protegeram a Terra da luz e, em última instância, a redução de energia solar provocou uma onda fria que persistiu durante muitos anos", assinalou o cientista americano.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.