O Centro Marshall de Vôos Espaciais da Nasa assinalou hoje na reunião da Sociedade de Astronomia dos EUA em Seattle que a atividade do buraco negro, chamado Sagitário A ou Sgr A, ocorreu durante um tempo de exposição de 164 horas sobre um período de duas semanas.
De acordo com Frederick K. Baganoff, do Instituto Tecnológico de Massachusetts, isto permitiu ver pela primeira vez a atividade de um buraco negro super massivo. Em uma entrevista na qual apresentou os resultados dos estudos das imagens proporcionadas pelo Chandra, Baganoff assinalou que agora se estão observando as erupções de Sgr A praticamente diariamente.
Até agora se desconhece a natureza das explosões e eruções, mas sua rapidez indicaria que ocorrem próximo do horizonte eventual ou o ponto de não retorno do buraco negro, conforme assinalou o Centro Marshal de Vôos Espaciais em um comunicado emitido desde Huntsville, no Alabama.
O centro também acrescentou que a emissão de raios X é relativamente fraca, o que sugere que o buraco negro, que tem três milhões de vezes a massa de nosso Sol, parece estar ficando sem combustível.
Um buraco negro é uma massa estelar compacta que atrai gases e corpos cósmicos com uma força gravitacional tão forte que nem sequer a luz pode escapar a sua atração. "Embora parece merendar com freqüência, este buraco negro está definitivamente submetido a uma dieta estrita", expressou Baganoff, que explicou que isto poderia dever-se a que "eventos explosivos do passado afastaram grande parte dos gases vizinhos do buraco negro".
Com efeito, a evidência desses fatos que vem agora os astrônomos e que ocorreram há 26 mil anos se pode advertir em uma das imagens captadas pelo Chandra. Conforme a Nasa, nela se adverte uma esteira de raios X de um ano luz de longitude e a 1,5 anos luz do buraco negro, cuja intensidade e tamanho indica que a atividade explosiva esteve ocorrendo durante muitos anos.
As observações do Chandra também descobriram enormes nuvens de gás que se estendem a dúzias de anos luz do buraco negro a uma temperatura de uns 20 milhões de graus centígrados. "Estes cúmulos de gás mostram que se registraram enormes explosões em várias ocasiões durante os últimos dez mil anos", disse Mark Morris, astrônomo da Universidade da Califórnia.
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