Cientistas norte-americanos descobriram um forte vínculo entre a atrazina e as tendências hermafroditas observadas em sapos leopardos nos Estados Unidos. A equipe coletou amostras de água em vários locais e verificou que apenas um ponto tinha níveis de atrazina inferiores ao limite de detecção. "Este ponto foi o único local onde não foram encontrados oócitos testiculares na população local de sapos", informaram os autores da pesquisa. Os oócitos são óvulos maternos.
De acordo com os cientistas, a atrazina foi o herbicida mais usado nos EUA e provavelmente no mundo, sendo encontrado em altas concentrações mesmo em áreas não agrícolas. "O hermafroditismo não foi evidente na ausência de exposição à atrazina. Concluímos que o herbicida é responsável por estes efeitos em populações selvagens, embora outros contaminantes que poderiam ter efeitos similares possam estar presentes", observou a equipe.
A pesquisa também levantou a hipótese de que os efeitos de alteração sexual poderiam ser uma ameaça a todas as espécies de anfíbios. "A maioria das fontes de água nos EUA, incluindo a chuva, contém mais atrazina do que as doses efetivas determinadas em estudos em laboratório", segundo os cientistas.
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