Nova espécie de centopéia é encontrada em NY

24 de julho de 2002 • 13h56 • atualizado às 13h56

Os cientistas encontraram no Central Park de Nova York uma nova espécie de centopéia, um artrópode de 82 patas tão peculiar que pode significar um novo gênero, o menor entre todos os conhecidos até agora. A descoberta, publicada hoje no jornal The New York Times, confirma o interesse científico em relação ao parque nova-iorquino que, além de local de passagem das aves migratórias, pode abrigar novas espécies animais.

Da mesma forma que todos os membros da família da centopéias, a descoberta, Nannarrup hofmani, é um predador que devora qualquer animal que possa ser capturado por suas mandíbulas. O Nannarrup mede 10,3 centímetros, mas isso não o impede de ser "uma implacável máquina de matar", disse ao jornal Richard Hoffman, especialista em invertebrados no Museu de História Natural da Virgínia.

Esta descoberta proporcionou um pedido da agência de Conservação do Central Park para que o Museu de História Natural dos Estados Unidos ajude a determinar que seres vivem nas quase cinco toneladas de detritos naturais que estão acumulados em cada hectare arborizado do parque. Nesse ambiente, uma grande variedade de invertebrados consome as folhas, cascas e galhos impedindo que fiquem acumulados. "Nós queríamos ver o que há aqui, queríamos determinar o que vive ali na primavera, no outono, no verão", disse Liz Johnson, diretora do programa de biodiversidade do museu da região de Nova York.

Em 1998, e durante cada estação, os cientistas coletaram amostras vegetais e as submeteram a uma minuciosa inspeção, separando criaturas vivas e resíduos vegetais. Depois classificaram os pequenos animais por categorias, como vermes, escaravelhos e centopéias. Nos resíduos da área de Ramble e de North Woods, os cientistas encontraram dez espécies de centopéias e as enviaram a Hoffman, que depois de estudá-las, enviou várias espécies que não conseguiu identificar a cientistas especializados na Itália. A grande surpresa para Hoffman foi que os especialistas italianos determinaram ser um gênero até agora desconhecido, batizado com o nome do cientista da Virgínia.

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