Os neurologistas Olaf Blanke e Margitta Seeck fizeram a descoberta durante a localização por estímulos elétricos de áreas chave do cérebro a fim de identificar certas partes do córtex responsáveis por formas severas de epilepsia.
"A representação corporal fica perturbada (...) enquanto se estimula eletricamente a junção temporoparietal", concluíram os pesquisadores do Departamento de Neurociências Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra (UNIGE) e do Instituto de Neurociências da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL).
"Neste momento, o cérebro gera uma imagem do corpo, mas esta imagem é deslocada, como que projetada sobre o corpo, à frente ou atrás dele", descreveram os cientistas em um comunicado publicado nesta quarta-feira.
"Nos dois primeiros casos, os pacientes reconheceram ainda sua própria imagem; no último, ao contrário, eles sentiram uma outra presença, sombria e ameaçadora", explicaram.
AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.