Rotação de Saturno é mais lenta do que se calculava

03 de maio de 2006 • 19h09 • atualizado em 05 de maio de 2006 às 09h49

Saturno, o planeta gasoso gigante que é circulado por anéis amarelo e cinza, está girando mais devagar do que se previa, disseram cientistas nesta quarta-feira.

Em vez de um dia durar 11 horas em Saturno, uma equipe internacional de pesquisadores calculou que o tempo de rotação é de 10 horas e 47 minutos - oito minutos a menos do que as estimativas feitas a partir dos resultados da Voyager, da Nasa, no início dos anos 1980.

Pode não parecer muito, mas os pesquisadores disseram que poderia afetar o tamanho do centro rochoso e glacial do planeta e fornece uma melhor compreensão de como foi formado.

"Fazer essa medição foi uma das metas científicas mais importantes da equipe", disse a professora Michele Dougherty, da Imperial College London.

"Após quase dois anos de coleta de dados, estamos começando a ter informações fascinantes sobre Saturno, mas ainda temos mais questões", acrescentou a cientista em um comunicado.

Ao contrário da Terra que tem uma superfície rochosa, Saturno é composto principalmente pelos gases hidrogênio e hélio, o que torna o cálculo do período de rotação mais difícil.

Dougherty e cientistas do Laboratório Jet Propulsion, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, na Califórnia, e do Instituto de Geofísica e Física Planetária, em Los Angeles, utilizaram um instrumento chamado magnetômetro na nave espacial Cassini que, segundo eles, fornece a melhor estimativa até o momento.

Ao analisar os dados coletados pela Cassini, eles encontraram um claro período no campo magnético do planeta que, eles sugerem, indica que um dia dura 10 horas, 47 minutos e 6 segundos - com uma variação de 40 segundos para cima ou para baixo. Suas descobertas foram divulgadas no jornal Nature.

"O período que encontramos a partir das medições do campo magnético permaneceu constante desde que a Cassini entrou em órbita há quase dois anos, enquanto medições de rádio da era Voyager mostraram uma grande inconstância", disse o doutor Giacomo Giampieri, o principal autor do estudo do Laboratório Jet Propulsion. "Ao medir o campo magnético durante o resto da missão, poderemos resolver este quebra-cabeça."

A missão Cassini-Huygens que estuda os anéis e luas de Saturno foi iniciada em 1997. A nave Cassini tem enviado imagens desde que chegou ao planeta em 2004.

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