Os pesquisadores expuseram o resultado de seus testes na reunião anual da Academia de Neurologia dos EUA em San Diego, Califórnia. Eles injetaram dose de 200 mil a 400 mil células- tronco humanas no cérebro de animais que tinham perdido sua mobilidade e outras funções físicas. Os cientistas utilizaram as recém descobertas células progenitoras plenipotentes adultas (MAPC, na sigla em inglês).
Os animais experimentaram pelo menos 25% mais de mobilidade motriz e função neurológica em comparação com os que foram utilizados como controle do estudo, segundo Cesario Borlongan, neurologista do Colégio Médico.
O cientista disse que uma só dose produziu uma recuperação forte na primeira etapa do transplante e a recuperação se manteve até dois meses, que foi o tempo que durou o estudo. "Além desse intervalo, os animais continuaram mostrando sintomas de recuperação", disse Borlongan.
Embora depois desse período houvesse menos de 1% das células transplantadas, os animais tinham desenvolvido novos neurônios, aparentemente a partir das células-tronco endógenas. "Não é uma cura, mas a recuperação é grande e pode ajudar alguém a abandonar o leito e ocupar uma cadeira de rodas; sair dessa cadeira e caminhar com muletas, deixar as muletas e caminhar sem ajuda", disse David Hess, especialista em apoplexia e diretor do Departamento de Neurologia do Colégio Médico da Geórgia.
Hess acrescentou que a causa principal de incapacidade nos adultos americanos são os ataques apopléticos, que são "um enorme problema no mundo todo".
O neurologista também expressou sua esperança que algum dia o tratamento com células-tronco combinado com um rigoroso tratamento físico possa reduzir os problemas de mobilidade. "Se alguém puder passar da cadeira de rodas para a muleta será um enorme progresso", concluiu Hess.
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