Templo de quase 2.400 anos é encontrado no Egito

12 de março de 2003 • 12h36 • atualizado em 15 de agosto de 2003 às 15h17

Ruínas de um templo faraônico de 2.380 anos foram descobertas por arqueólogos italianos no deserto ocidental do Egito, informa hoje, o jornal egípcio Al Ahram.

De acordo com a publicação, o ministro egípcio da Cultura, Faruq Hosni, declarou que uma equipe de especialistas da Universidade italiana de Torino encontrou as ruínas do templo cerca de 140 quilômetros a oeste do oásis de Siwa, localizado perto da fronteira com a Líbia.

O templo, de dez metros de comprimento por dez de largura, foi construído pelo rei Nectanebo I, o primeiro soberano da última dinastia faraônica que governou o Egito de 378 a 341 anos antes de Cristo, para cultuar o deus Amón, lembrou o ministro.

"Esse achado é de grande importância histórica, devido ao fato de ser a primeira vez que um templo desse faraó é descoberto na região", afirmou o secretário-geral do Conselho Supremo de Antigüidades (CSA), Zahy Hawas.

Conforme o jornal, também foram encontrados no local vários fragmentos do templo com gravuras coloridas, as quais representariam as imagens de Nectanebo I junto a diversos deuses.

Amón, divindade protetora da cidade de Tebas, era um deus dos ventos e, como tal, era o protetor dos navegantes.

O nome da divindade, que acabou se juntando ao deus Sol, recebendo o nome de Amón-Ra Seu, significa "oculto". Sua aparência, adornada por uma coroa com duas grandes plumas verticais juntas, é a mesma de um homem.

Nectanebo II encerra a era faraônica no Egito, iniciada com o rei Menes, 2.950 anos antes de Cristo.

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