Fóssil de dinossauro questiona advento das penas

15 de março de 2006 • 19h36 • atualizado às 19h36

Um fóssil descoberto na Alemanha trouxe dúvidas sobre o advento das penas, um acontecimento chave na teoria da evolução das aves a partir de pequenos dinossauros, de 176 a 146 milhões de anos atrás. O fóssil descoberto é de um dinossauro jovem, um pequeno carnívoro com cerca de 75 cm de comprimento.

Segundo todas as expectativas, esta criatura, chamada "Juravenator starki", deveria ter tido filamentos de penas em seu corpo. Ele pertence a um pequeno grupo da família Compsognathidae, que inclui os primeiros dinossauros penosos conhecidos: o Sinosauropteryx, e foi um primo e contemporâneo próximo da ave mais remota conhecida, a Archaeopteryx, que viveu cerca de 150 milhões de anos atrás no Jurássico Tardio. Mas o fóssil, belamente preservado, não tem plumas ou até mesmo estruturas para mantê-las, apenas uma pele escamosa, segundo um artigo que será publicado na edição de quinta-feira da revista científica britânica Nature.

Os autores do estudo, Ursula Goehlich, da Universidade de Munique, e Luis Chiappe, do Instituto Dinossauro de Los Angeles, acreditam que a descoberta mostra que a obtenção de penas foi um processo muito mais complexo do que se pensava. Eles argumentam que algumas linhagens de dinossauros claramente desenvolveram penas depois que outras.

Em um comentário, o paleontólogo chinês Xu Xing, um dos mais renomados especialistas em dinossauros do mundo, sugere que o J. starki, embora seja uma descoberta fascinante, pode levar a uma má interpretação por ser jovem e suas estruturas de penas ainda deveriam se desenvolver. O fóssil, encontrado em uma pedreira de calcário em Schamhaupten, Bavária, recebeu este nome por causa das montanhas Jura, que se erguem no local, e em homenagem à família Stark, proprietária da área.

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