Gripe aviária é desafio maior que a aids, diz OMS

06 de março de 2006 • 16h19 • atualizado às 18h26
Gato é confinado na Áustria após a confirmação de casos de gripe aviárias em felinos Foto: EFE
Gato é confinado na Áustria após a confirmação de casos de gripe aviárias em felinos
06 de março de 2006
Foto: EFE

O vírus da gripe aviária é um desafio maior que qualquer outra doença infecciosa, incluindo a aids, informou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda. A comunidade científica também se preocupa com outra possibilidade: a mutação do H5N1, causador da gripe, em um vírus que possa ser facilmente disseminado entre os humanos. A OMS ainda afirma que a rápida disseminação da doença não tem precedentes.

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    Desde fevereiro, o vírus já foi registrado em 17 países na África, Ásia, Europa e Oriente Médio, avalia a Dra. Margaret Chan, da OMS, citando pesquisa da Organização de Alimentos e Agricultura da ONU. "A preocupação cresceu progressivamente, e os eventos das últimas semanas justificam essa preocupação", disse Chan em Genebra, durante um encontro que discutiu as ações preventivas.

    A principal prioridade da OMS é impedir que o vírus sofra mutações. Para isso, a entidade reuniu mais de 30 médicos, especialistas no assunto, para discutir formas de conter eventuais mudanças do H5N1.

    "Caso isso falhe, a OMS quer garantir que teremos medidas necessárias para diminuir os altos níveis de mortalidade e a crise social e econômica que uma epidemia como essa possa eventualmente gerar", disse Chan. A OMS estima que 175 pessoa já tenha sido infectadas pelo vírus; 95 delas morreram.

    Novas vacinas
    Mike Leavitt, secretário de Serviços de Saúde dos EUA, informou nesta segunda que o país vai começar a produzir uma segunda vacina contra a gripe aviária. O governo dos EUA afirma ter milhões de doses da vacina criada a partir de uma amostra do vírus da gripe aviária no Vietnã, em 2004. Mas autoridades de saúde do país acreditram que o vírus mudou desde então. "Para estarmos realmente preparados, precisamos continuar desenvolvendo novas vacinas", declarou Leavitt.

    Gatos doentes
    Na Áustria, autoridades do governo informaram que testes em pelo menos três gatos confirmaram a presença do vírus. O país é o primeiro a constatar a infecção de animais que não sejam aves. Os gatos foram levados para um abrigo público.

    A Polônia também anunciou nesta segunda a entrada do vírus em seu território. Testes confirmaram que dois cisnes morreram por tere sido infectados pelo vírus letal.

  • AP - Copyright 2007 Associated Press. Todos os direitos reservados. Este material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído.
     
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