Melatonina é inútil contra insônia, diz estudo

09 de fevereiro de 2006 • 22h22 • atualizado às 22h22

As pessoas que recorrem à melatonina esperando combater a insônia ou o jet lag (desorientação mental causada pela mudança de fusos horários, normalmente após viagens de longa distância) estão perdendo tempo e dinheiro, segundo um estudo que será publicado na edição de sábado do British Medical Journal (BMJ).

A melatonina é um hormônio secretado pela glândula pineal, um pequeno órgão com cerca de um centímetro de comprimento, localizado na base do cérebro, indiretamente estimulado pela luz que recebemos através dos olhos.

A glândula desempenha um papel-chave no ritmo circadiano - o estado de alerta do corpo em resposta à luz do dia ou à escuridão - e daí nasceu a terapia "alternativa" de tomar melatonina no lugar de pílulas para dormir a fim de compensar um distúrbio do sono.

Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, reviram 32 estudos, nos quais a melatonina foi testada em pessoas com distúrbios secundários do sono (relacionados com causas médicas, neurológicas ou uso incorreto de certas substâncias) e outros provocados por jet lag ou turnos de trabalho diferenciados.

A melatonina, afirmaram, é ineficaz no tratamento destes problemas. No caso de distúrbios secundários do sono, os indivíduos que tomaram melatonina aumentaram a duração de seu sono em apenas 1,9% - menos de 10 minutos em uma escala de 8 horas -, um índice pequeno demais, considerado estatisticamente insignificante.

Quanto à segurança da melatonina, os especialistas afirmam que a substância aparentemente não traz riscos à saúde, pelo menos quando usada em períodos curtos.

Mas eles afirmam que é necessário realizar pesquisas mais aprofundadas para saber se a substância pode ser usada com segurança por períodos longos.

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