Hormônios influenciam fim da paixão, diz estudo

01 de fevereiro de 2006 • 12h06 • atualizado em 02 de fevereiro de 2006 às 15h41

Os hormônios são culpados pela duração de apenas dois anos de uma paixão amorosa, segundo um estudo publicado no último número da revista Chemistry World, da Real Sociedade de Química do Reino Unido.

Uma equipe de cientistas da universidade de Pisa (Itália) estudou o comportamento dos hormônios em uma relação amorosa e comprovou que o desejo desaparece após dois anos de relacionamento, por causa das mudanças biológicas ocorridas nos corpos dos parceiros.

Para o bioquímico Michael Gross, "enquanto os companheiros prometem amor verdadeiro, os hormônios dão a entender outra coisa". "Esta pesquisa mostra a presença no sangue de certos hormônios no início da relação, mas não há provas de que eles prevaleçam nos indivíduos que têm uma relação há anos", disse o bioquímico.

Segundo o estudo, enquanto no início da relação é abundante um elemento químico chamado neurotrofina, que provoca o desejo, com o passar do tempo a quantidade dessa substância diminui, e ela é substituída por um hormônio denominado oxitocina, que consolida os sentimentos mais duráveis de amor e de compromisso.

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