Índia planeja clonar felino extinto há 50 anos

31 de janeiro de 2003 • 13h38 • atualizado às 13h38

Um dos maiores institutos de pesquisa da Índia pediu emprestado ao Irã um casal de chitás - felino semelhante ao leopardo - ou a doação de algumas células para a clonagem do animal, extinto no país há 50 anos.

O Centro de Biologia Celular e Molecular, com sede em Hyderabad, fez o pedido ao presidente iraniano, Mohammad Khatami, que esteve no país no início da semana.

"Eu tenho proposto a clonagem nos casos em que não é possível a reprodução normal ou assistida", disse o diretor do instituto, Lalji Singh.

O chitá é o animal mais rápido do mundo, podendo atingir 100 quilômetros por hora. O felino desapareceu da Índia em função das caçadas excessivas durante a colonização britânica, que terminou em 1947. Mas ainda pode ser encontrado em partes dos Irã.

Na clonagem, os cientistas tiram o núcleo da célula do óvulo de uma fêmea e o substituem pelo núcleo de uma célula do animal a ser clonado.

Singh diz que o instituto está montando um grande laboratório para reviver espécies ameaçadas de extinção, como o chitá. O projeto custará US$ 2,3 milhões.

De acordo com ele, uma fêmea de guepardo indiano pode servir para gerar o clone de chitá. Singh diz que os poucos chitás existentes no Irã são idênticos à espécie desaparecida na Índia.

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