O estudioso do códice, o professor peruano Juan Ossio, o editor do fac-símile, Cesar Olmos, e o aventureiro Miguel de la Quadra Salcedo divulgaram hoje o documento. Um dos exemplares foi doado à biblioteca do centro Koldo Mitxelena, em agradecimento ao Governo regional basco.
A reprodução, condecorada com o terceiro prêmio de Livro Melhor Editado concedido pelo Ministério da Cultura espanhol, está, como o original, dividido em quatro partes que tratam dos incas e de seus reis, mulheres e capitães, e suas instituições, enquanto descreve 16 cidades coloniais do século XVI.
O códice do religioso basco contém 113 desenhos coloridos dos principais personagens da vida inca que, de acordo com Ossio, são de grande importância para conhecer como se vestia este povo.
Outro aspecto abordado na obra são os ritos e lendas desta civilização. O texto descreve até mesmo um sacrifício humano e conta a história de amor proibido entre um pastor e uma "virgem do sol" (mulher consagrada ao astro).
O estudioso esclarece ainda que é um documento de grande valor para compreender a relação entre os europeus e os indígenas. Para escrever e ilustrar seu livro, Murúa contou com a ajuda de um índio chamado Felipe Guaman Poma.
Após elaborar este texto, intitulado originalmente "História e genealogia real dos reis incas do Peru, de seus fatos, costumes, trajes e maneira de Governo", Frei Martín de Murúa o adaptou para sua publicação, algo que se tentou sem sucesso já em 1616, apesar de contar então com a permissão do rei.
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