Segundo os pesquisadores, a dopamina, que estimula os centros de bem-estar do cérebro, colabora para que um tipo de roedor, usado no estudo, se mantenha fiel a seu par. No caso, a substância é liberada depois do acasalamento.
O animal, o arganaz-do-campo, é conhecido por manter laços duradouros com seus parceiros. A dopamina desempenha um papel-chave ao atrair as pessoas de volta a fontes de prazer, tais como alimentos saborosos, e também mantém uma pessoa viciada em heroína ou cocaína.
"Unidos para sempre"
A equipe da universidade decidiu estudar o arganaz-do-campo porque, mais do que qualquer outro animal, ele mostra sinais de paixão da mesma forma que os seres humanos. Machos e fêmeas ficam unidos depois de uma única relação sexual. Além disso, após a cópula, os machos da espécie também manifestam sinais de agressão em relação a outras fêmeas.
Os pesquisadores descobriram que, depois das relações sexuais, a dopamina liberada no cérebro dos machos afeta uma área do cérebro que também existe nos seres humanos. A equipe bloqueou depois a atuação de uma proteína que é ativada pela dopamina no cérebro do roedor e constatou que os machos perderam sua forte preferência por sua parceira em relação às outras fêmeas.
O chefe da pesquisa, Brandon Aragona, disse que a ligação que se desenvolve entre os roedores é muito forte. Ele explicou que o estudo foi o primeiro a ilustrar a forma como reações no cérebro levam à monogamia. Aragona acrescentou ainda que os seres humanos podem agir de maneira diferente, mas os mecanismos básicos são semelhantes.
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