A cirurgia foi realizada em hospital na França |
O chefe do serviço maxi-facial do hospital universitário de Amiens (norte), Bernard Devauchelle, apontou na mesma entrevista que, após a intervenção cirúrgica realizada entre domingo e segunda-feira, tiveram "a boa surpresa" de que a "coloração e a textura" do implante "apresentava um resultado além de nossas esperanças".
O transplante de queixo, boca, nariz e parte da bochecha foi efetuado a partir da doação de uma mulher com morte cerebral encefálica no hospital universitário de Lille, norte da França, após prévia autorização de sua família.
"Não houve qualquer problema pós-operatório", comemorou Devauchelle ao revelar que a primeira palavra dita pela mulher quando retirou o tudo da traqueostomia foi "obrigada".
Para evitar o risco de rejeição, a paciente, que foi gravemente desfigurada pela mordida de um cachorro, foi submetida a um forte tratamento imunológico e recebeu infiltrações de células da medula óssea da doadora, contou Dubernard. "Fizemos o máximo para garantir o êxito da operação porque não tínhamos direito de errar com essa paciente", afirmou.
O professor acrescentou que a paciente foi devidamente informada de todos os riscos que enfrentava por tratar-se de uma intervenção pioneira, inclusive a possibilidade de desenvolver câncer.
Entre os transplantado, 1% pode ter linfomas. Um terço morre, outro terço rejeita o implante e o resto se recupera bem, alertou Dubernard.
Ele e Devauchelle ressaltaram a cooperação "excepcional" de todas as equipes e das pessoas que tornaram possível este pioneirismo mundial.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.