Roma realiza congresso sobre o infinito

03 de novembro de 2005 • 14h30 • atualizado às 17h32

Teólogos, cientistas e filósofos discutirão o infinito em um congresso que acontecerá na Pontifícia Universidade Lateranense de Roma entre os dias 9 e 11 de novembro, organizado pelo Conselho Pontifício para a Cultura.

O congresso, denominado "O infinito na ciência, na filosofia e na teologia", faz parte do projeto STOQ (Ciência, Teologia e Pesquisa Ontológica), impulsionado pelo Vaticano com o objetivo de superar as diferenças entre a ciência e a fé e para recuperar a unidade do saber.

A reunião sobre o infinito foi apresentada nesta quinta-feira no Vaticano pelo cardeal Paul Poupard, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, que lembrou que o projeto STQG é "filho direto da comissão de estudo do Caso Galileo", criada por João Paulo II em 1981 para elucidar nesse caso.

"A lição permanente que o Caso Galileo representa nos leva a manter vivo o diálogo entre as diferentes disciplinas e, em particular, entre a teologia e as ciências naturais, se quisermos evitar que no futuro se repitam casos similares", disse Poupard.

O bispo Gianfranco Basti, presidente do projeto STQG, informou, por sua vez, que, do congresso participarão, entre outros, os cientistas Juan Maldacena e Enrico Bombieri, o filósofo Nino Cocchiarella, o cardeal Popupard, o cardeal George Cottier e o arcebispo de Lublino (Polônia), Jozef Zycinski.

"O infinito é o único argumento de estudo comum às ciências matemática, física, humanas e teológicas", disse Basti.

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