French, especialista na relação psicológica com o paranormal, comparou o estado psicológico apresentado no Museu da Ciência de Londres com 19 supostos "abduzidos" e 19 voluntários escolhidos ao acaso.
Descobriu que os que alegavam ter entrado em contato com alienígenas tinham também o hábito de ficar "presos" nos afazeres cotidianos, costumavam fantasiar e alguns padeciam de "paralisias do sonho".
Neste último estado, a pessoa acorda e sente que não consegue se movimentar embora seja consciente do que a rodeia. Freqüentemente sofre de alucinações auditivas e visuais.
"No final do século XX, um número crescente de pessoas de todo o mundo começou a ter experiências estranhas", explica French. "O mais comum é que elas digam que os alienígenas os tiraram da cama ou do carro e, comumente, os descrevem como seres com menos de um metro, com braços e pernas longos e cabeças enormes", afirma o professor.
Os "abduzidos" costumam explicar que os extraterrestres têm "grandes olhos negros através dos quais se comunicam telepaticamente", acrescenta. "Costumam contar como, de repente, estavam a bordo de uma nave espacial onde foi submetido a um exame médico, freqüentemente doloroso, para extrair dele esperma ou óvulos", relata o especialista.
Segundo French, milhares de pessoas no mundo poderiam experimentar lembranças falsas deste tipo.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.