Buraco na camada de ozônio atinge 3º maior recorde

18 de outubro de 2005 • 15h04 • atualizado às 15h10

O buraco sazonal na camada de ozônio sobre a Antártica foi este ano o terceiro maior já registrado, mas meteorologistas não têm certeza sobre como ele irá se comportar no futuro, informou hoje a Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Segundo um comunicado da entidade, o buraco atingiu um pico de quase 27 milhões de quilômetros quadrados no mês passado e depois começou a encolher, como ocorre habitualmente.

Esta extensão foi apenas um pouco menor que o recorde de 28 milhões de quilômetros quadrados, registrado em 2003, informou a OMM. O segundo maior buraco foi registrado em 2000.

O ozônio, uma molécula do oxigênio, é um escudo estratosférico para a vida na Terra, filtrando os perigosos raios ultravioleta do Sol, que causam danos à vegetação, câncer de pele e catarata.

"Devido a incertezas relacionadas com a mudança climática, nós não sabemos se nós tivemos o maior buraco na camada de ozônio da história em 2003 ou se será ainda maior em algum momento no futuro", disse o especialista em ozônio da organização, Geir Braathen. "Mas não é provável que fique muito maior. Parece que nós atingimos um platô", acrescentou.

"A questão é quanto tempo levará antes que nós voltemos aos níveis anteriores do buraco na camada de ozônio", disse a jornalistas. O buraco na camada de ozônio, descoberta nos anos 1980, é criada por condições atmosféricas combinadas com a poluição, e varia de acordo com as estações do ano e com o clima predominante.

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