O biólogo Gary Beauchamp analisou o azeite de oliva extra-virgem recém-prensado em um encontro de gastronomia molecular na Sicília, da Universidade da Pensilvânia e encontrou uma substância que age como o ibuprofeno.
Ele e sua equipe batizaram sua descoberta de oleocanthal e, no artigo publicado na revista, afirmaram que, embora tenha uma composição química diferente, seu efeito é similar ao do complexo antiinflamatório não-esteroidal encontrado no analgésico comercial.
A descoberta é significante porque os cientistas acreditam que a inflamação desempenha uma parte importante em uma variedade de doenças crônicas como derrame, doenças cardíacas, e câncer de mama e de pulmão. "Nossas descobertas levantam a possibilidade de que o consumo a longo prazo de oleocanthal pode ajudar a proteger o organismo contra algumas dessas doenças", escreveram.
Segundo o cientista, o estudo pode ajudar ainda a explicar os benefícios à saúde atribuídos há tempos à dieta do Mediterrâneo, que é rica em azeite de oliva.
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