Paracetamol em grávidas pode prejudicar o bebê

08 de dezembro de 2005 • 10h27 • atualizado às 10h27

O consumo freqüente de paracetamol por mulheres em estado avançado de gestação pode provocar problemas respiratórios no bebê. A advertência foi publicada hoje, em um estudo da revista britânica Thorax.

A pesquisa, feita por uma equipe de cientistas do King's College de Londres, analisou o consumo de aspirinas e paracetamol -um tipo de analgésico- entre nove mil grávidas. Posteriormente, foi feito um acompanhamento da saúde de seus filhos, primeiro aos seis meses e depois a cada ano.

A conclusão dos especialistas é que mulheres entre a 20ª e 32ª semanas de gravidez que ingerem diária ou freqüentemente paracetamol têm o dobro de risco de que seus filhos desenvolvam doenças respiratórias quando estiverem com três anos e meio de idade. Apesar dos resultados, o estudo diz que uma mulher grávida que necessite um analgésico deve tomar paracetamol ao invés de aspirina, porém seu consumo deve ser moderado, sobretudo a partir do quinto mês de gestação.

Conforme o relatório, o consumo habitual de aspirinas por grávidas também está relacionado com um maior risco de que a criança sofra de problemas respiratórios, mas, neste caso, só os menores de seis meses.Além disso, tomar aspirinas nos últimos meses de gestação pode provocar o fechamento prematuro de algum vaso capilar do feto.

A Sociedade Torácica da Grã-bretanha assegura que "é preciso continuar investigando neste campo, especialmente sobre os efeitos de um uso freqüente do medicamento". O estudo conclui que "por enquanto, o paracetamol é considerado, apesar de tudo, o analgésico mais seguro para as mulheres grávidas".

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